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Botafogo repete erros da temporada, perde para o Sport e confirma terceiro rebaixamento à Série B

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Botafogo repete erros da temporada, perde para o Sport e confirma terceiro rebaixamento à Série B

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Esse é um lema da torcida alvinegra, tanto para o bem quanto para o mal. E em uma temporada que era clara possibilidade tragédia, nesta sexta-feira, a máxima se confirmou. Da pior maneira possível. Jogando no Nilton Santos, o time da Estrela Solitária foi derrotado pelo Sport 1 a 0, com gol de Iago Maidana, e selou seu destino com o terceiro rebaixamento de sua história para Série B do Campeonato Brasileiro.

 
 
Mas engana-se quem pensa que a terceira queda para segunda divisão nacional é uma surpresa ou uma obra do acaso. Pelo contrário. Estranho seria, como diria Nando Reis, se o Botafogo ficasse na Série A. Em uma temporada onde contratou mais jogadores do que conquistou vitórias, onde utilizou, somente no Brasileirão, 52 atletas, não podia se esperar menos do que mais uma passagem do Alvinegro pela Série B.

Aos 16 anos, Matheus Nascimento mostrou personalidade e foi um dos jogadores a mais se doar na reta final da temporada (Vitor Silva / Botafogo F.R)

O que realmente preocupa o torcedor não é mais um rebaixamento. Este, talvez tenha sido um dos menos sofridos, pois desde a virada para o segundo turno, rodada a rodada, ficava cada vez mais claro o destino do Botafogo. O que de fato deixa o alvinegro de orelha em pé, é se a equipe, com o caos financeiro e administrativo, terá forças para retornar à elite nacional. O exemplo da permanência do Cruzeiro na Série B é um alerta fortíssimo para um destino que a Estrela Solitária parece fadada a penar.

Obviamente, uma queda sempre terá uma carga fortíssima em cima dos jogadores, pois são eles que entram em campo. E o que pode ser ver, mesmo com as apostas em Honda e Kalou, nomes “consagrados” no futebol Europeu, foi um show de contratações duvidosas e de jogadores que não tem capacidade nenhuma em vestir a camisa do Botafogo. Mas a culpa pela falta de qualidade não é do jogador, limitações todos os seres humanos tem. O verdadeiro culpa por mais um rebaixamento é direção amadora e completamente sem rumo, ao contratar quase 30 jogadores e 5 técnicos e somente no fim do Campeonato, descobrir a base como a solução.

Além da direção, é necessário abrir um parênteses também para clara falta de compromisso de algumas peças do elenco. Que mesmo em meio a uma pandemia, como a do Covid-19, nunca abdicaram de frequentar casas noturnas e festas. Com o eminente rebaixamento, muitos escancaram de vez a má vontade ao ter atrasos recorrentes nos treinos diários.

Eduardo Barroca assumiu o Botafogo em situação complicada mas praticamente nada fez para mudar o destino do time na temporada (Vitor Silva/Botafogo F.R.)

Eduardo Barroca assumiu o Botafogo em situação complicada mas praticamente nada fez para mudar o destino do time na temporada (Vitor Silva/Botafogo F.R.)

O saldo desta falta de compromisso? Sangra o clube de General Severiano, sofre a torcida alvinegra e a vida segue para os jogadores buscarem novos horizontes na carreira, deixando afundado o Botafogo em mais uma passagem pela Série B, a qual a torcida se preocupa em poder ser definitiva. ~

Com 24 pontos, o Botafogo concretiza a queda com quatro rodadas de antecedência, na lanterna. Na próxima segunda-feira, o Alvinegro volta a campo para encarar o Grêmio, apenas por protocolo, às 20h, no Estádio Nilton Santos. Já o Sport ganha um respiro importante com a vitória e salta para a 14ª posição, com 38 pontos. Na quarta-feira (10), o Leão da Ilha visita o Internacional, às 19h, no Beira-Rio.

O JOGO
Numa partida de vida ou morte, praticamente já selada, o Botafogo entrou no Nilton Santos para tentar um feito que só realizou quatro vezes no Brasileirão: Vencer. E até teve boa disposição, principalmente com Matheus Nascimento e Rafael Navarro. Tinha posse de bola, rondava a área do Sport, mas não conseguia levar perigo para Luan Polli. Jogando seu jogo, o time pernambucano aos poucos foi entrando na partida e se lançando ao ataque.

Em um lance fortuito e duvidoso, o Sport teve a chance de abrir o placar. Após finalização, a bola bateu no braço de Romildo dentro da área. Luiz Flavio de Oliveira foi chamado pelo VAR e assinalou o pênalti. Na cobrança, Iago Maidana, com categoria, abriu o placar no Rio.

O gol em pouco alterou a postura do Botafogo, que seguia tentando atacar, com quase nenhuma organização, mas com pouco perigo ao gol do Sport. Foram poucos os lances a exigir de Luan Polli algum esforço para evitar um gol do Alvinegro.

Na segunda etapa, com o rebaixamento sendo encaminhado, o Botafogo tentou partir ainda mais ao ataque, mas seguia com quase nenhuma organização. Matheus Nascimento, de apenas 16 anos, e Rafael Navarro, continuavam sendo a pouca lucidez que o Alvinegro tinha em campo. Em duas oportunidades, o jovem atacante levou perigo, mas parou em boas defesas de Luan.

Satisfeito com o resultado, Jair Ventura, técnico do Sport, postou uma verdadeira barreira atrás, com os 11 jogadores praticamente no campo de defesa e sem interesse nenhum em chegar no ataque. Ao Botafogo, restava o desespero e foi o que se viu nas jogadas sem organização, na base da força e da bola levantada na área, buscar um fio de esperança para o torcedor.

Porém, era tarde demais para uma reação. Até mesmo se chegasse ao empate, o Botafogo só adiaria para mais alguns dias o destino inevitável de disputar a Série B pela terceira vez em sua história.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0 x 1 Sport
Estádio: Nilton Santos
Horário: 20h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Gol: Iago Maidana, 24′ (Sport)
Cartões Amarelos: José Welison (Botafogo); Betinho, Everton e Raul Prata (Sport)

Botafogo: Diego, Kevin, Kanu, Sousa e Victor Luís (Hugo); José Welison, Romildo (Matheus Babi) e Caio Alexandre; Cesinha, Matheus Nascimento (Kalou) e Rafael Navarro (Lecaros). Técnico: Eduardo Barroca

 Sport: Luan Polli, Patric, Iago Maidana, Adryelson e Junior Tavares (Sander); Everton (Rafael Thyere), Marcão, Betinho (Márcio Araújo), Marquinhos (Raul Prata) e Thiago Neves (Luciano); Dalberto. Técnico: Jair Ventura


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