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WITZEL QUER AJUDA FEDERAL E PEDE ACADEMIAS E RESTAURANTES FECHADOS NO RIO

Governador diz que praias são 'armas que vão levar o vírus' para a residência das pessoas, ameaçando idosos e doentes. 'Momento é de ficar em casa, faço esse apelo'.

WITZEL QUER AJUDA FEDERAL E PEDE ACADEMIAS E RESTAURANTES FECHADOS NO RIO

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), fez um apelo em entrevista desta segunda-feira (16) para que empresários fechem academias de ginástica e restaurantes.
"Mais uma vez peço aos empresários que, nesse momento, tenham a consciência e que precisam fechar as academias, precisam fechar os restaurantes", disse.
Witzel disse que o país deve se inspirar em países como a Holanda.
 
"Falei hoje com o cônsul da Holanda, me mandou comunicado dizendo que (os restaurantes) só vão trabalhar com delivery (entrega em domicílio) e take away (o próprio cliente pega a comida). O mundo está tomando essas medidas".
 
COMPENSAÇÃO ECONÔMICA
Ele também disse que conversa com governadores e espera injeção de R$ 40 bilhões em estados e municípios para evitar o agravamento da crise, com a queda na arrecadação em serviços, por exemplo.
 
"Estava agora mesmo no grupo dos governadores conversando com o governador Wellington Dias (PT, Piauí) e estamos preparando medidas para levar ao Governo Federal para compensar a economia. Inicialmente estamos falando de R$ 40 bilhões para injetar nas economias dos nossos estados e municípios para evitar que tenhamos consequências gravíssimas".
 
TURNOS EM EMPRESAS
Em reunião com empresários, ele pediu para que as empresas trabalhem em turnos — diminuindo as aglomerações.
 
Ele admitiu que o estado "praticamente não tem capacidade de absorver nenhum doente com uma dificuldade respiratória". Em 30 dias, ele espera que sejam criados 300 leitos.
 
PRAIAS
Nesta segunda, veículos do Corpo de Bombeiro percorreram as praias pedindo para que as pessoas deixassem o local. Em entrevista, Witzel reforçou o pedido.
 
"As praias são para o carioca muito importantes, mas, nesse momento, serão armas que vão levar o vírus para casa. Nossos pais e nossos avôs são os que vão sofrer", disse ele.
 
O governador disse que ainda não vai usar de força para a interdição da orla, mas que espera a conscientização da população.
(***)


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